"Somos inocentes em pensar, que sentimentos são coisas possíveis de serem controladas. Eles simplesmente vêm e vão, não batem na porta, não pedem licença. Invadem, limitam, alegram"

Quem sou eu

Porto Alegre, RS, Brazil
Cozinheira em constante evolução.

Violino é mais do que um Simples e comum Instrumento Musical...
é Um representante musicista de Espirito, Sentimentos e Emoções...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ele




Eu juro.. que se eu não amasse tanto ele
eu o odiaria profundamente
Por que com ele eu me sinto a melhor e a pior mulher... no mesmo momento
Ele me faz querer mudar...
Concertar meus erros...
Ser melhor!

Mas quando me vejo sem ele...
É como se ele levasse toda minha força
e só devolvesse quando volta pra mim
Não... pior que não é ruim
É bom!

Sabe quando você gosta tanto de alguem
que você quer ser melhor pra esse alguem te ver como se fosse unica?
Especial?

Quando ele me abraça...
Parece que o peso da vida sai das minhas costas
Que tudo fica mais fácil
É diferente
E inalcansável!

Eu sei que a gente nunca vai estar juntos
Isso que dói!
Mas tb já está passando!
Não adianta gastar energia em algo que já está perdido
Mesmo antes de iniciar!

É a realidade do meu relacionamento
Eu já tive tantos sonhos de um dia ele mudar de idéia
E finalmente querer ficar comigo
Só comigo!
E que eu bastasse pra fazer ele feliz!

Mas isso só fez com que eu ficasse triste
Por que eu esperava que ele fizesse isso
E ele nunca fez!
E agora eu sei que nunca fará!

Mas eu não vou deixar de querer e ser feliz por isso
Apenas não serei feliz ao lado de quem eu amo
Mas ainda assim serei feliz!


Não Precisa Mudar
Ivete e Saulo



Não precisa mudar
Vou me adaptar ao seu jeito
Seus costumes, seus defeitos
Seu ciúme, suas caras
Pra quê mudá-las?
Não precisa mudar
Vou saber fazer o seu jogo
Saber tudo do seu gosto
Sem deixar nenhuma mágoa
Sem cobrar nada
Se eu sei que no final fica tudo bem
A gente se ajeita numa cama pequena
Te faço um poema, te cubro de amor
Então você adormece
Meu coração enobrece
E a gente sempre se esquece
De tudo o que passou
Se eu sei que no final fica tudo bem
A gente se ajeita numa cama pequena
Te faço um poema, te cubro de amor

Então você adormece
Meu coração enobrece
E a gente sempre se esquece
De tudo o que passou

Não precisa mudar...

Ah, eu sei que não precisa mudar...

Não precisa mudar...

Não, não, Uuuuh!

Hoje

Nem sempre as coisas são da maneira que gostaríamos que fossem
Nem sempre as pessoas agem como esperamos que agissem
Nem sempre recebemos o que tanto lutamos para conquistar
Nem sempre fazer o certo é o bastante
Nem sempre fazer tudo que estiver ao nosso alcance vai nos trazer a felicidade
Nem sempre amar muito alguém fará esse alguém nos amar de volta
Não importa o que se faz, nem sempre seremos presenteados com o que desejamos

Dia após dia eu sinto que nada está em minhas mãos
Pior do que essa certeza, é saber que tudo muda a todos os instantes
A cada piscar de olhos eu vejo um cenário novo

Ontem havia uma promessa de futuro irrealizável
Hoje não sinto mais medo de saber que nunca terei quem acalma meu coração
Para o amanhã... apenas sei que gastei minha reserva de lágrimas do ano


Vamos tomar mais um drink e fingir que está tudo bem...
Vamos deixar os dramas de lado e fazer o que realmente importa...
Veremos se o superficialismo nos ajuda em alguma coisa...

Mas no final do dia vai ser tudo sempre igual...
As conversas fúteis, as risadas insossas, os olhares sem significado...
Tudo isso só servirá como provas de que quando a gente faz de tudo e não consegue...
A unica opção que temos e deixar pra lá!


Como Vai Você
Daniela Mercury



Como vai você?
Eu preciso saber da sua vida
Peça alguém pra me contar sobre o seu dia
Anoiteceu e preciso só saber
Como vai você?
Que já modificou a minha vida
Razão de minha paz já esquecida
Nem sei se gosto mais de mim ou de você
Vem que a sede de te amar me faz melhor
Eu quero amanhecer ao seu redor
Preciso tanto me fazer feliz
Vem que tempo pode afastar nos dois
Não deixa tanta vida pra depois
Eu só preciso saber...
Como vai você?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010




E é nisto que se resume
o sofrimento:
cai a flor, — e deixa o perfume
no vento!
Cecília Meireles

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Alegria


"(...)Sim, ele era encrenca, das boas.
(...)Eu sabia o que estava fazendo, ele também: estávamos fazendo uma coisa errada.
(...) Gostei da luz, dos olhos dele. Gostei que estava me encantando, gostei de não poder me encantar e mesmo assim estar me encantando.
(...) Apesar de todo esforço, meu poder era uma ilusão. Apesar do desprendimento, eu me enganava o tempo todo.
(...)Nada de alegria, alegria. Ele fecha a porta e volta para sua vida real. Para os dois, porque ele não era egoísta: tristeza, tristeza.
(...) Alegria, alegria. Eu me implorava. E dá para sentir isso o tempo todo? Eu me cobrava tanto ser feliz que às vezes perdia a noção de que já era. Fugir da felicidade ou fugir com ela?
(...) Num ímpeto de tesão, ou talvez após um trabalho de consciência confusa que, por preguiça, acabava se decidindo impulsivamente, respondi ao e-mail dele: sim, senhor. Vamos para onde o senhor quiser, a hora que desejar e na posição que preferir.
Nem todas as histórias precisam ter virgens pálidas chorando às margens de um mar de espumas. Nem tudo precisa ser romance tuberculoso. Alegria, alegria.
(...)A felicidade, assim como a bebedeira, vai e vem. A felicidade, assim como o sexo, entra e sai. A felicidade, assim como ele, era impossível. Mas não é pra tentar ser feliz que a gente vive?"
Tati Bernardi


Palpite
Vanessa Rangel



Tô com saudade de você
Debaixo do meu cobertor
E te arrancar suspiros
Fazer amor
Tô com saudade de você
Na varanda em noite quente
E o arrepio frio
Que dá na gente
Truque do desejo
Guardo na boca
O gosto do beijo...
Eu sinto a falta de você
Me sinto só
E aí!
Será que você volta?
Tudo à minha volta
É triste
E aí!
O amor pode acontecer
De novo prá você
Palpite!...
Tô com saudade de você
Do nosso banho de chuva
Do calor na minha pele
Da língua tua
Tô com saudade de você
Censurando o meu vestido
As juras de amor
Ao pé do ouvido
Truque do desejo
Guardo na boca
O gosto do beijo...
Eu sinto a falta de você
Me sinto só
E aí!
Será que você volta?
Tudo à minha volta
É triste
E aí!
O amor pode acontecer
De novo prá você
Palpite!...(2x)
E aí!
Será que você volta?
Tudo à minha volta
É triste
E aí!
O amor pode acontecer
De novo prá você
Palpite!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O incêndio que acontece em mim

O teu olhar inerte sempre me mostrou a verdade que eu não queria ver,
o fato do meu amor ser imensurável, não te fez me querer.
Mesmo assim, me afundei cada instante em uma aventura que pertencia apenas a mim.
Toda vez que partia, um pedaço de mim te seguia, e só me sentia completa com o seu regresso,
pois cada retorno teu me acordava desse transe que sua ausência causava.
Desde o momento que me disse que o que queria era apenas minha carne,
e consciente disso aceitei e me doei por inteira,
meu aconchego era o fato de poder gozar de teus abraços em nossos banhos demorados.

Você me conheceu por inteira, mas eu não te conheci nem pela metade,
Ou talvez tenha conhecido, e você que não se conheça.
Afinal, a melhor maneira de conhecer um homem, é no prazer e na dor.
O incontestável prazer, que era o motivo de nossos encontros,
e a dor de compartilhar um drama em particular, que fez eu conhecer teu lado sombrio e pouco espirituoso.

Não posso reclamar do que sinto por ti,
pois é esse sentimento que me dar forçar para acordar todas as manhãs,
Se dependesse de teu encorajamento, já estaria morta.
Então fico divagando... será que a ilusão de estar com você, não seja mesmo só uma ilusão?
Se tivesse a chance de viver esse amor, talvez ele me entediasse, ou me enjoasse, ou me estilhaçasse...
As vezes amamos tanto alguém, que não percebemos o quando nos doeria ver que esse alguém não é digno de receber o que sentimos.
Afinal... como alguém tão inteligente poderia se contenta em viver incompleto?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Rifa-se um coração

Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta

Clarice Lispector

Insônia

Aqui estou eu...
mais uma vez sem conseguir dormir,
pensamentos rodeiam minha mente,
pensamentos que vão... que vêm...
realidades inventadas,
diálogos que não foram concluídos,
sonhos não realizados,
e amores perdidos.



O que fazer quando tudo que fazemos ou pensamos só nos leva a um destino?
Não importando o que possamos planejar para fugir desses pensamentos que nos condenam a solidão...
Uma prisão existencial, cujo o calabouço é nosso coração e o preço pela liberdade é nossa alma.

As vezes nós pagamos muito caro por nossos desejos.
O sujeito determinado, erra na concordância com o indeterminado e o oculto fica perdido no tempo.
Perdida no tempo é como me sinto, e lastimo todos os instantes pelo amor que sinto.

Amor cruel, devasso, insano.
Amor que devora minha alma,
seduz minha mente
e come minha carne.
Promessas feitas não com palavras,
mas com o gozo e a satisfação cravada em seus olhos.
E cada regresso ao meu colo,
me fazia sentir dona de seus anseios.
Suas mão tocando minha pele,
faziam acender as chamas mais intensas e profundas do meu ser.



Sua respiração e sua saliva sobre minha nuca,
elevaram meu desejo ao extremo de tal modo,
que mesmo minha palavras sendo de recusa,
meu corpo jamais se negaria a aceitar seu retorno.
Nossos corpos se encaixam e entrelaçam naturalmente,
que nem mesmo as proporções inexatas são capazes de atrapalhar a união.
Ah... esse amor...
Esse amor, que me provou que opostos fazem melhor
e que realmente se completam.

E mais uma vez, volto para minha cama... só!
Esperando pelo dia em que poderei ser tomada nos braços do ser amado,
para que eu possa sonhar mais uma vez,
e provar que outras existem em sua vida, mas nenhuma como eu!














(...) farei o possível para não amar demais as pessoas, sobretudo por causa das pessoas. Às vezes o amor que se dá pesa, quase como uma responsabilidade na pessoa que o recebe. Eu tenho essa tendência geral para exagerar, e resolvi tentar não exigir dos outros senão o mínimo. É uma forma de paz...

Clarice Lispector